quinta-feira, 11 de setembro de 2008

De regresso no final de Setembro

Caros amigos leitores, como já devem ter notado, há algum tempo que não tenho escrito no Rola a Bola. No entanto, o blog não terminou. Prometo regressar no final de Setembro!
Até lá, um abraço a todos.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Opinião: O ano dos 'Spurs'?

Por se tratar de um clube estrangeiro, posso assumir que vou falar de um dos meus conjuntos preferidos e ao qual vaticino uma época de grande nível: o Tottenham Hotspur.

Arredado da conquista de títulos durante nove anos (1999-2008), os "Spurs" voltaram a erguer um troféu na pretérita temporada, fruto de um triunfo ante o Chelsea na final da Taça da Liga. Para além do sabor inerente a qualquer vitória, sobretudo para um emblema pouco habituado às glórias no passado recente, o sucesso alcançado em Fevereiro no Estádio de Wembley pode ter sido um importante tónico no que concerne ao futuro. Os londrinos estão agora mais crentes de que é possível atingir o sucesso e a aposta para esta época é forte.

Êxito é algo que perspectivo para o clube de White Hart Lane em 2008/2009. Os principais clubes ingleses estão, na minha óptica, mais fracos do que na época transacta, pelo que o Tottenham pode intrometer-se na luta por um lugar na "Champions", lutando, quiçá, por um lugar no top-3, algo que não consegue desde 1990. A excepção é o campeão Manchester United, que apesar de não apresentar grandes novidades, acabou por conseguir manter Cristiano Ronaldo. Quanto aos restantes, o Chelsea não me parece ter em Scolari um treinador capaz de corresponder aos anseios de Abramovich; o Arsenal está claramente mais fraco com as saídas de Flamini e Hleb e, por fim, o Liverpool é o "eterno" candidato que sistematicamente revela não estar talhado para a conquista da Premier League.

Os "Spurs" têm, por isso, a oportunidade de ouro para regressarem à elite do futebol inglês. Para já, iniciam a temporada sob o comando de um dos mais bem sucedidos treinadores dos últimos tempos e contam com um plantel recheado de elementos de inegável valia.
Em relação ao técnico, Juande Ramos, basta recordar a dupla conquista da Taça UEFA e da Supertaça Europeia, entre outras, ao serviço do Sevilha. Aliás, foi já com o espanhol como timoneiro que o Tottenham conquistou a Taça da Liga em 2008. Talvez o "dedo" de um treinador conceituado fosse algo que vinha faltando por aquelas bandas... O problema está, aparentemente, resolvido.

No tocante ao quadro de jogadores, os "Spurs", que ainda contam com o português Ricardo Rocha nas suas fileiras, são um dos campeões do mercado, enriquecendo um plantel que era já dotado de grande qualidade. O guarda-redes Gomes (ex-PSV Eindhoven), os médios-ofensivos Modric (ex-Dínamo Zagreb) e Bentley (ex-Blackburn) e o avançado Giovani dos Santos (ex-Barcelona) são nomes de peso que se juntam a outros que já militavam em White Hart Lane, como são exemplo os defesas Woodgate, King, Gilberto, os médios Jenas, Zokora e Lennon, mas, sobretudo, a estrela maior da companhia, o avançado Berbatov - do qual sou grande fã - e que chegou a ser dado como certo em Old Trafford. Para além disto, os reforços podem não ficar por aqui. O russo Arshavin, figura de proa no recente Europeu, parece estar a caminho de Londres... Pelo meio, apenas um revés: a saída de Robbie Keane, máximo goleador do conjunto nos últimos anos, que rumou ao Liverpool.
As competições oficiais ainda não começaram, mas, a avaliar por estes dados, este ano "temos" Tottenham. E esse sinal tem sido dado já na pré-época, onde, por exemplo, no fim-de-semana passafo os londrinos conquistaram o Torneio de Roterdão com vitórias tranquilas frente aos escoceses do Celtic (2-0) e aos alemães do Borussia Dortmund (3-0) e no passado domingo humilharam a Roma, com um expressivo 5-0. O tempo dirá se o meu prognóstico se confirma...

Fotos: Hugo Santos

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Pré-época: 'Grandes' vitoriosos no fim-de-semana

Este foi mais um fim-de-semana cheio de futebol, com destaque para as partidas em que intervieram Benfica, Porto e Sporting.

A uma semana do confronto que decidirá quem leva a Supertaça para casa, 'dragões' e 'leões' receberam a visita de conjuntos italianos. E ambos levaram a melhor.
O Sporting bateu a Sampdoria por 2-0, com golos de Derlei e João Moutinho, de grande penalidade, enquanto que o Porto derrotou a Lazio por 2-1, com Bruno Alves e Lucho a facturarem para os campeões nacionais.

O Benfica foi igualmente vencedor no fim-de-semana. Os 'encarnados' apresentaram-se da melhor maneira aos seus associados, vencendo o Feyenoord pela margem mínima, com o tento a pertencer a Cardozo.

Restantes jogos de preparação de equipas da Liga Sagres:
Belenenses - Espanhol, 0-2
Leixões - Penafiel, 3-1
Tondela - Académica, 0-2
Ribeirão - Estrela Amadora, 2-5
Paços Ferreira - Nacional, 2-1
Naval - Covilhã, 2-0
Rio Ave - Trofense, 0-0
Marítimo - Celta Vigo, 1-1

Foto: Hugo Santos

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Opinião: Mais uma vitória de Ferguson

Chegou finalmente ao fim a novela que começou em Maio, ainda antes do Europeu: Cristiano Ronaldo vai mesmo permanecer no Manchester United, não se mudando para o Real Madrid.

Alex Ferguson acabou por levar a sua avante, mantendo no plantel a mais valiosa das suas jóias. Contudo, os próximos tempos não se prevêem fáceis para o internacional português.


Cristiano Ronaldo, provavelmente mal aconselhado, geriu mal toda a situação durante o tempo em que este processo se arrastou e a recepção em Old Trafford não se antevê como das mais calorosas.

Os adeptos têm, neste momento, toda a legitimidade para se sentirem magoados com o craque luso, face à postura deste, uma vez que sempre deu sinais inequívocos da sua vontade de abandonar o clube que o projectou.

O madeirense, que sempre se mostrou um profissional com ambições e objectivos, terá agora a mais dura missão da sua carreira: conquistar novamente os apaniguados dos 'red devils'.

Depois de, em 2006, ter lutado contra os aficionados contrários, urge a Ronaldo recuperar bem da lesão e voltar a patentear o nível a que habituou os 'seus' adeptos.

Estou certo que inicialmente o ambiente poderá ser algo hostil ao português. Mas estou igualmente convicto de que o regresso de Cristiano aos golos, às assistências e ao brilhantismo dos seus 'dribbles' farão com que seja novamente aplaudido... e de pé!

Foto: Hugo Santos

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Pré-época: Porto e Benfica triunfam no Minho

'Dragões' e 'águias' arrebataram os primeiros troféus da temporada, vencendo os Torneios de Braga e Guimarães, respectivamente.

TORNEIO INTERNACIONAL DE BRAGA
Resultados:
Braga - Cagliari, 2-0
Porto - Leixões, 3-0
Porto - Cagliari, 4-1
Braga - Leixões, 3-1
Comentário:
Braga e Porto venceram os dois jogos que realizaram, mas o triunfo no torneio pertenceu aos portistas, que registaram melhor 'goal-average'. Esta prova ficou, aliás, marcada pela larga superioridade destes dois conjuntos face às duas outras equipas, Leixões e Cagliari. Pena foi que a competição não se disputasse em moldes diferentes, pois tinha sido muito mais interessante assistir, por exemplo, a uma final entre os anfitriões e os campeões nacionais.
O Porto acabou por ser um justo vencedor. Contudo, a diferença de potencial entre a equipa de Jesualdo Ferreira e os seus antagonistas, demasiado frágeis, não permite aferir com exactidão o estado actual dos 'azuis-e-brancos'. Sobressaem, desde já, no entanto, a veia goleadora de Lisandro, que promete dar seguimento ao bom desempenho da temporada transacta, e a estreia a marcar de Hulk.
O Braga utilizou esta prova como teste para a pré-eliminatória da Taça UEFA. À semelhança do que disse relativamente ao Porto, os arsenalistas encontraram facilidades em excesso nos seus embates, não se podendo tirar conclusões muito concretas. Porém, o plantel ao dispor de Jorge Jesus abre boas perspectivas para 2008/2009.
Por fim, o Leixões mostrou que tem muito trabalho pela frente. A equipa de José Mota foi presa fácil para os seus opositores. Os matosinhenses cometeram muitos erros defensivos e ofensivamente foram bastante inconsequentes.

TORNEIO CIDADE DE GUIMARÃES

Resultados:
Vit. Guimarães - Paris SG, 2-1
Benfica - Paris SG, 2-2
Vit. Guimarães - Benfica, 1-2
Comentário:
O clube da Luz foi o vencedor do torneio, após bater o conjunto da casa, no derradeiro embate da prova, num encontro com cariz de final.
No jogo frente aos franceses, o Benfica teve uma actuação pobre, mas ainda assim poderia ter alcançado a vitória, não obstante ter estado a perder por 2-0. Quique Flores utilizou vários jogadores, alguns dos quais, provavelmente, pela última vez. No último embate, os 'encarnados' apresentaram-se já mais próximos daquilo que poderá ser a base da equipa em 2008/2009. O Benfica deu já alguns sinais de evolução, mas venceu também com alguma dose de sorte, face aos erros defensivos que cometeu. Valeu a pouca eficácia vitoriana, contrária ao aproveitamento das 'águias', que contaram com um Cardozo inspirado.
O Vit. Guimarães apresentou-se bem na prova. Venceu o Paris SG com todo o merecimento e no jogo diante do Benfica deixou igualmente boas indicações, apesar de algumas fragilidades no sector mais recuado e da falta de pontaria na frente de ataque. A estrutura da equipa de Manuel Cajuda não sofreu muitas alterações em relação à pretérita temporada e os vimaranenses têm todas as condições para entrar na 'Champions", seja frente ao Basileia ou ao Gotemburgo.

Fotos: Hugo Santos

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Opinião: Uma 'barrigada' de futebol prometedor...

Para os amantes do 'desporto-rei', aproxima-se um fim-de-semana em cheio. Há jogos em catadupa, para todos os gostos e cores clubísticas.

O Porto, tri-campeão nacional, tem agendados dois encontros, ambos no Torneio Internacional de Braga, que se disputa entre sexta e domingo. Será uma boa oportunidade para aferir dos novos reforços às ordens de Jesualdo Ferreira nos testes com o Leixões e o Cagliari.

Depois da passagem na darradeira eliminatória da Intertoto, também o anfitrião do evento, o Braga, poderá fazer novas experiências nos confrontos com as mesmas equipas. Por sua vez, o Leixões é o único emblema que não actua diante dos italianos, defrontando apenas os dois emblemas lusos. Uma boa experiência para José Mota perante equipas de calibre superior.

Também no Minho, mas em Guimarães, joga-se o Torneio daquela cidade. Neste caso, um triangular com as presenças da equipa da casa, do Benfica e do Paris Saint-Germain. Os jogos têm lugar entre sexta e segunda-feira. Os vimaranenses têm nos dois duelos uma boa oportunidade para afinar a máquina para a pré-eliminatória da Liga dos Campeões, cujo adversário conhecerão esta sexta-feira. Já com o plantel um pouco mais reduzido, a deslocação à 'Cidade-Berço' poderá permitir a Quique Flores apresentar um esboço mais exacto daquele que poderá ser o Benfica 2008/2009.

Mas não se ficam por aqui os jogos interessantes do fim-de-semana. Em Alvalade é tempo de apresentar o plantel para a presente temporada, recebendo, no sábado, o Sporting a visita do PSV Eindhoven. Sobre este jogo fica a dúvida do momento: será João Moutinho utilizado na partida?

Para além dos 'grandes' há mais equipas primodivisionárias em acção. Desde logo, destaco mais três bons embates em perspectiva: Estrela Amadora-Belenenses, Nacional-Académica (ambos no sábado) e Marítimo-Deportivo da Corunha (domingo). Igualmente no sábado, o Vitória de Setúbal enfrenta o Pinhalnovense.

Por fim, este fim-de-semana marca o regresso das provas oficiais, com a primeira-mão da primeira eliminatória da Taça da Liga.

Fotos: Hugo Santos

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Opinião: E depois do 'derby'...

O início das provas oficiais vai-se aproximando e são cada vez mais os jogos que servem para as equipas se prepararem para os embates a doer. Neste fim-de-semana jogaram-se várias partidas de pré-temporada, mas apenas tive a oportunidade de assistir ao Sporting-Benfica, desafio terminal do Torneio do Guadiana.

Devo dizer que não fiquei nada surpreendido com o que primeiro 'derby' da época, tanto pela qualidade do espectáculo, como pelo desfecho do encontro. Tal como esperava, eu e muitos mais, o prélio não deixou saudades e os 'leões' apresentam níveis de qualidade superiores às 'águias' nesta altura.

O Sporting mantém a estrutura técnica, mexeu pouco no plantel e reforçou-se com elementos de grande valia, conheceres da realidade do futebol nacional e até mesmo, como nos casos de Caneira e Rochemback, do próprio clube. O conjunto leonino é, na minha óptica, um sério candidato ao título desta temporada. Porquê? Porque apresenta princípios de jogo já definidos, a integração dos novos jogadores é fácil e o plantel oferece mais soluções, em todos os sectores do terreno, a Paulo Bento.

Se os 'leões' têm a forma de jogar definida e assimilidada pelos seus atletas, os 'encarnados' ainda buscam uma identidade colectiva e, mais que isso, definir o quadro final de futebolistas com os quais o novo treinador vai 'atacar' a época. Com um vasto grupo ao seu dispôr (superior a 30 jofgadores) Quique Flores ainda está em período de definir os 25 que trabalharão sob as suas ordens. Isto enquanto ainda espera pelo ansiado e anunciado reforço da equipa, carenciada em algumas posições, previsivelmente com a entrada de mais três atletas.

O desafio deste domingo tratou-se, portanto, de um duelo entre duas equipas em preparação, na qual o Sporting exibiu uma base mais verdadeira e aproximada e o Benfica mostrou estar longe daquele que se apresentará em termos oficiais. A vitória leonina acabou por ser, além de justa e inquestionável, completamente natural.

Na 'ressaca' do torneio disputado em terras algarvias, Paulo Bento vai procurar um aperfeiçoamento do conjunto, esperançado, por certo, em não perder a sua principal 'jóia": João Moutinho. Por seu turno, Quique Flores deverá tratar rapidamente das dispensas, por forma a partir, definitivamente, para a construção do "seu" Benfica... com os que continuam e os que hão-de chegar. O início do campeonato não se prevê fácil para os da Luz e há que ser lesto a trabalhar no campo e no mercado...

Foto: Hugo Santos

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Pré-época: Resultados de alguns jogos

As equipas da Liga Sagres continuam a preparar-se para a competição oficial. Nesse sentido, os jogos-treino têm-se sucessido. Aqui ficam os resultados dos jogos desta semana das formações que militam no principal escalão do futebol nacional:

Terça-feira:
Vit. Guimarães - Cardiff, 1-2
Quarta-feira:
Freamunde - Leixões, 0-2
Gondomar - Trofense, 0-3
Vit. Setúbal - Sunderland, 1-1
Belenenses - Atlético, 2-1
Académica - Santa Clara, 0-2
Académica - Varzim, 2-1
Odivelas - Est. Amadora, 1-3

Foto: Hugo Santos

terça-feira, 22 de julho de 2008

Opinião: Dizem que são uma espécie de adeptos...

Caros amigos que estão a ler este texto, se existisse um dicionário 'futebolês' e eu lhes perguntasse o significado da palavra adeptos, o que me responderiam? Provavelmente, estarão a pensar em pessoas que apoiam determinada equipa e, consequentemente, os seus jogadores.

Ora, no nosso País, não é bem assim. Aqui, em Portugal, poucos são os adeptos que, na realidade, apoiam as suas equipas de eleição. Eles acompanham-nas, batem palmas, cantam e incentivam, quando ganham... Se estiverem na mó de baixo, assobiam, enxovalham, faltando ao respeito inerente a qualquer ser humano.

Falo sobre isto, a propósito da situação do benfiquista Luís Filipe. Sábado fui um dos adeptos que se deslocou à Amoreira, no Estoril, para assistir ao jogo entre 'canarinhos' e 'encarnados'. Por isso mesmo, custou-me bastante presenciar determinadas atitudes de alguns ditos apaniguados do emblema da Luz para com o seu futebolista.

Pois é, mal o 'speaker' anunciou o nome do referido jogador, lá vieram os apupos ao rapaz. Depois foi o jogo todo nas 'bocas' ao lateral-direito do Benfica. Que falta de formação, educação e cultura desportiva têm estas pessoas, para não utilizar outro tipo de terminologia e não descer ao nível que patentearam! Um verdadeiro adepto não deveria incentivar os elementos da sua equipa? Se se gosta de um clube, não se deve ajudar os jogadores a melhorar o seu rendimento e a alcançar melhores resultados? Pelos vistos, em Portugal, não! Acabei mesmo por ficar a pensar como se sentirá Luís Filipe, um ser humano como eu e você que me está a ler neste preciso momento!

Não é a valia do jogador que está agora em discussão. Mas, ainda assim, talvez o verdadeiro Luís Filipe nunca tenha aparecido na Luz. Até porque nunca sentiu, desde o primeiro jogo na 'Catedral', o apoio que todos os futebolistas necessitam. O importante a salientar é que, a partir do momento em que um atleta enverga a camisola do clube, os benfiquistas, ainda por cima ávidos de triunfos, mais não deviam do que apoiá-lo, tal como a todos os outros do seu plantel. A pergunta que faço é como andarão os níveis de confiança do ex-bracarense, constantemente martirizado por essas pessoas, que se dizem adeptos, de há um ano a esta parte? É que aqui, se um jogador está em baixo, em vez de o puxarem para cima, 'enterram-no' ainda mais. É triste... e, na minha opinião, até humanamente condenável!

Para concluir, quero apenas realçar que esta situação que acontece com Luís Filipe é apenas um exemplo daquilo que sucede em Portugal com (supostos) adeptos de todas as cores. Uma questão de mentalidade e de cultura. Ou falta dela...

Foto: Hugo Santos

Nota: Este texto foi publicado na minha crónica semanal, todas as segundas-feiras, no blog "fintaeremata.com".

domingo, 20 de julho de 2008

Taça Intertoto: Braga perto da UEFA

Começou bem a participação das equipas portugueses nas provas europeias 2008/2009. Os arsenalistas deslocaram-se à Turquia, onde bateram o Sivasspor, por 2-0. Linz (43') e Moisés, ex-Boavista, (78') foram os autores dos tentos que deixam a equipa de Jorge Jesus à beira de carimbar um lugar na próxima edição da Taça UEFA.
Nesta partida, da terceira eliminatória da Intertoto, o Braga alinhou da seguinte forma: Eduardo; João Pereira, Moisés, Leone e Evaldo; Frechaut, Vandinho, Luís Aguiar (Matheus, 73') e Wender (Filipe Oliveira, 90'+1'); Paulo César (Stélvio, 46') e Linz.

'GRANDES' NÃO VENCEM JOGOS DE PREPARAÇÃO
Foram vários os encontros de pré-temporada realizados este fim-de-semana por equipas da Liga Sagres. Curiosamente, os três 'grandes' foram incapazes de vencer os seus embates. O Porto registou dois empates a uma bola, ante os alemães do Hannover e do Bochum. Idêntico resultado obteve o Benfica na deslocação ao Estoril. Por sua vez, o Sporting fez pior que os seus dois rivais, perdendo por 3-1, frente aos ingleses do Sunderland.
Eis os resultados dos jogos de pré-temporada deste fim-de-semana:
Hannover - Porto, 1-1
Rio Ave - Gil Vicente, 1-0
Aves - Trofense, 1-1
Varzim - Vit. Guimarães, 0-0
Académica - Sel. Guarda, 5-0
Vit. Setúbal - Cardiff, 1-1
Naval - Covilhã, 1-0
Leixões - Freamunde, 1-4
Estoril - Benfica, 1-1
Bochum - Porto, 1-1
Sporting - Sunderland, 1-3

Foto: Hugo Santos

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Pré-época: Cebola continua a fazer chorar adversários

Na estreia de Cristian Rodriguéz, o Porto venceu os gregos do PAOK, por 1-0, num típico jogo de pré-temporada. O internacional uruguaio foi, aliás, o reforço 'azul-e-branco' em maior plano de evidência. Logo ao segundo minuto, o ex-benfiquista esteve na jogada que ditou o único tento da partida. O extremo-esquerdo assistiu Lisandro, após boa jogada individual, e o argentino ganhou uma grande penalidade, fruto de um corte de Contreras (ex-Braga) com a mão no interior da área. O castigo máximo seria convertido por Lucho.

Até ao final do primeiro tempo, a equipa comandada por Fernando Santos, e da qual fazem parte os portugueses Sérgio Conceição e Vieirinha, esteve perto de empatar por duas vezes, ambas por Bakayoko. Na primeira, o costa-marfinense surgiu em boa posição na área portista, mas permitiu a defesa de Nuno; na segunda, viu o guardião do Porto defender-lhe um 'penalty', com um extraórdinário voo.

Na etapa complementar, Jesualdo optou por utilizar, praticamente, uma nova equipa. Do 'onze' que iniciou a partida, apenas Nélson Benitez se manteve em campo. Nestes derradeiros 45 minutos, o ritmo da partida decaiu ainda mais e foram os helénicos que voltaram a estar mais perto do golo, quando Contreras acertou no poste da baliza de Helton, depois de um cruzamento de Sérgio Conceição.

Em relação aos jogadores que reforçaram o Porto e ainda são desconhecidos do grande público português, Guarín foi quem deu mais nas vistas. O médio colombiano evidenciou boa capacidade física, técnica apreciável e, quando tem espaço, não pede licença para rematar de meia distância.

Aqui fica então a constituição dos 'dragões' no jogo de hoje:
1.ª parte - Nuno, Fucile, Stepanov, Bruno Alves e Benitez; Bollatti, Lucho e Raúl Meireles; Mariano González, Cristian Rodriguez e Lisandro.
2.ª parte - Hélton; Sapunaru, Rolando, Pedro Emanuel e Benitez (Tengarrinha); Fernando, Guarín, Tomás Costa e Lino; Alan e Farías.

Foto: Hugo Santos

terça-feira, 15 de julho de 2008

Opinião: Trofense, provável revelação?

Ao contrário do que muitos dizem e pensam, no nosso País não se gosta de futebol. São poucos os adeptos que gostam da modalidade em si, interessando-se somente pelos respectivos clubes de coração. Nesse sentido, e como abrangem uma elevadíssima percentagem de aficionados, em Portugal concede-se demasiado espaço aos designados 'grandes' e esquecem-se, muitas vezes, os emblemas menos mediáticos, mas não menos dignos de atenção.

Hoje venho quebrar essa 'regra' instituída nos órgãos de Comunicação Social portugueses, falando do Trofense, recém-promovido ao principal escalão do futebol nacional, no qual fará a sua estreia em 2008/2009. Fundado no ano de 1927, o clube da Trofa apenas se estreou nas competições profissionais (Liga Vitalis) há duas épocas. Contudo, essas duas temporadas foram suficientes para conquistar um título e, consequentemente, ascender à elite do futebol cá do burgo.

Estreante nestas andanças primodivisionárias, o Trofense pode ser facilmente apontado pelos adeptos mais desatentos como um dos sérios candidatos à despromoção. No entanto, para quem tem verdadeiro interesse pelo futebol e está a par da realidade deste clube, a visão acerca deste debutante na Liga Sagres pode ser diferente. Bastante diferente...

Esta colectividade desportiva sedeada na cidade da Trofa criou uma base sólida (financeira, estrutural e desportivamente) que a poderá levar a 'dar cartas' ao mais alto nível. Esta 'obrigatória' organização exigida a este nível - mas que não está presente em todos os clubes -, aliada aos valiosos recursos humanos, tanto na equipa técnica como no plantel, fazem com que o Trofense possa ser, em meu entender, uma das revelações da próxima edição da Liga Sagres.

Toni - ou António Conceição, como preferir - continua a ser o timoneiro da equipa. Penso que a permanência do obreiro da conquista do título da Liga Vitalis foi deveras importante. Por um lado, Toni conhece a realidade do clube e já detém experiência de I Liga; por outro, não sendo dos mais famigerados treinadores nacionais, trata-se, na minha opinião, de um dos mais competentes jovens (45 anos) do nosso futebol. Os bons trabalhos que tem efectuado, sobretudo no Estrela da Amadora (uma subida e uma manutenção com parcos recursos) e também no clube que agora orienta, atestam a qualidade deste técnico.

Em termos de plantel, o Trofense, não obstante só agora ter chegado ao escalão máximo, apresenta um grupo de atletas capaz de fazer inveja a muitos emblemas de maior renome. Paulo Lopes, Delfim, Ricardo Nascimento, Pinheiro, Rui Borges, Areias e Lipatin, entre outros, são jogadores com provas dadas na I Liga. A necessária experiência está lá e não invalida a aposta em jovens talentosos e com 'escola' nos escalões de formação. Aliás, a mescla entre 'velhas raposas' e promessas de tenra idade é, para muitos, indispensável num plantel. E é assim que acontece no Trofense. David Caiado e Tiago Pinto (ambos oriundos do Sporting, o último por empréstimo) e Hélder Barbosa (cedido pelo Porto) são jovens futebolistas de valor em busca de um 'lugar ao sol' no panorama futebolístico nacional ou, quiçá, até mesmo internacional.

Se os nomes atrás mencionados exemplificam a qualidade do plantel, há que salientar que mercado ainda está em aberto e que o Trofense ainda procura fazer mais contratações, por forma a fortalecer ainda mais o seu quadro de jogadores. Segundo me constou, dois potenciais reforços de peso podem estar a caminho da Trofa: Manu e João Tomás.

Apenas no final da temporada poderemos verificar se a minha previsão relativamente à carreira desta equipa estará, ou não, correcta. Mas, para já - ainda que precocemente -, vejo o Trofense na I Liga novamente em 2009/2010. Apostamos?

Nota: Este texto foi publicado na minha crónica semanal, todas as segundas-feiras, no blog "fintaeremata.com".

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Opinião: O azarado, o renascido e o falso escravo

Hoje venho falar-vos de três emigrantes do nosso futebol que estiveram em destaque na passada semana, pelos diferentes motivos: Jorge Andrade, Ricardo Rocha e Cristiano Ronaldo.

Numa altura em que se preparava para regressar à competição, depois de quase uma época de ausência, Jorge Andrade voltou a contrair nova lesão. A maré de azar não larga o central da Juventus e temo mesmo que o jogador já não consiga apresentar novamente as inegáveis qualidades que lhe foram reconhecidas quase unanimemente. Lamento bastante esta contrariedade, até porque, para além das sua valia desportiva, aprecio imenso a postura de Jorge Andrade fora dos relvados. Espero, sinceramente, que recupere o mais rapidamente possível e que a sua carreira não termine de forma precoce.

O futebol é feito de altos e baixos e em alta parece estar novamente Ricardo Rocha. Depois de um ano para esquecer no Tottenham, onde teve que 'ir à faca' para debelar uma lesão, não sendo opção para Juande Ramos recuperou, o polivalente defesa pode agora relançar a sua carreira. Emprestado pelos 'spurs' ao Hull City, recém-promovido à Premier League, Ricardo Rocha poderá voltar a exibir-se a grande nível e, quem sabe, regressar à Selecção Nacional. É que Scolari já saiu e as hipóteses deste defensor, que muito admiro, vestir a camisola das 'quinas' são agora consideravelmente maiores.

Por fim, queria referir-me à "escravatura moderna" no futebol, expressão usada pelo presidente da FIFA, Joseph Blatter, a propósito da situação de Cristiano Ronaldo. Dizia o líder máximo da entidade que tutela o futebol que o Manchester United deveria deixar sair o jogador e que este poderia ser visto como um escravo, em virtude de poder ficar obrigado em Old Trafford. Pergunto eu: alguém forçou o futebolista a assinar o contrato? Concordo com as declarações de Pelé sobre o assunto. O mítico brasileiro afirmou que os contratos são para cumprir. Nada mais certo. Ponto final. O Manchester United cumpre os seus compromissos, pagando balúrdios ao suposto 'escravo', pelo que a este não lhe restará mais nada do que cumprir o vínculo laboral que assinou de livre vontade.

Foto: Hugo Santos

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Opinião: Um admirador de Tiago

Fui sempre um fã de Tiago, desde os tempos em que o médio representava o Braga e actuava nas jovens selecções nacionais. Fui e, aliás, continuo a ser um admirador deste jogador, para mim, um dos melhores centrocampistas portugueses e até mesmo do próprio futebol europeu.



Na denominada 'posição 8', este internacional luso é um dos jogadores mais completos, na minha óptica. Autêntico 'box-to-box', Tiago desempenha eficazmente a dupla função defensiva-ofensiva. Inteligentíssimo tacticamente, o atleta da Juventus lê o jogo de forma soberba, o que lhe permite preencher bem os espaços defensivos e surgir, muitas vezes, em zonas de finalização. Aliás, o capítulo da concretização é outro dos pontos fortes do futebolista, que, recorde-se, obteve 13 tentos no Campeonato Nacional 2002/2003. Tivesse ele batido grandes penalidades e arriscava-se a ser o melhor marcador da prova...

Na pretérita temporada, a primeira no 'Calcio', as coisas não correram bem ao minhoto. Tiago não foi utilizado com a frequência que, por certo, desejaria e muitos colocaram em causa o seu valor. No entanto, quem com ele treina sabe melhor que ninguém da valia do português. Entre outros, Iaquinta, Amauri e Cissokho - este último é concorrente directo na posição - já vieram a terreiro elogiar o futebolista, mostrando toda a confiança nas suas capacidades. 'Afino pelo mesmo diapasão'. Os elogios não foram feitos por mero acaso e acredito que, assim lhe sejam dadas oportunidades, Tiago ainda vai vingar na 'Vecchia Signora' e ser uma peça importante na Selecção Nacional.

Foto: Hugo Santos

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Opinião: Escaldante futebol português

Estamos em pleno Verão e, fruto da estação, as temperaturas já estão quentes e têm tendência para aumentar ainda mais. Ora, este panorama de calor parece estender-se dos termómetros até ao 'desporto-rei' nacional.

Não há dúvida que em matéria de futebol, nós, portugueses, estamos entre os melhores. Indiscutivelmente. Como prova de inegável qualidade, podemos orgulhar-nos de mencionar, por exemplo, os nomes de José Mourinho e Cristiano Ronaldo, considerados, respectivamente, como o melhor treinador e o melhor jogador do Mundo, pela maioria dos adeptos.


Porém, existe um 'reverso da medalha' neste futebol português. Para além dos bons treinadores e dos bons jogadores, temos os maus - para ser benevolente - dirigentes! Cada vez que surge algum assunto de alguma complexidade, surgem as polémicas e a demora na resolução dos problemas. Instala-se, autenticamente, o caos no seio do futebol cá do burgo.

Depois do 'caso Mateus', há dois anos, este ano chegámos ao sorteio do Campeonato com mais uma questão em aberto. Quem fica no primeiro escalão? O Boavista ou o Paços de Ferreira? Ninguém sabe responder e, mais grave, parece que a resposta definitiva ainda vai tardar, algo que fará aquecer ainda mais o ambiente escaldante que já se vive no seio da 'bola'.

Mas não é só fora das 'quatro linhas' que o futebol nacional vai ficar a escaldar até ao início do Outono. Para já, é a habitual agitação do mercado a centrar as atenções e a trazer calor e esperança aos adeptos. Porto e Benfica prometem apresentar alguns nomes sonantes, que, de facto, a meu ver, muita falta fazem ao nosso campeonato, cada vez mais desprovido dos seus melhores 'artistas'. Depois, vem o início da competição. Aí, sim, com três clássicos nas cinco primeiras jornadas, as emoções vão estar ao rubro e as temperaturas prometem subir mais que nunca! A malta quer é ver a bola a rolar, de preferência sem casos, o que não é fácil neste futebolzinho português...

Foto: Hugo Santos

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Opinião: Olé Espanha!

O Europeu 2008 está concluído. Terminou bem. Foram três semanas de emoções que que tiveram como epílogo uma festa pintada de vermelho e amarelo. A Espanha celebrou, 44 anos depois, a conquista do mais importante troféu do futebol no 'Velho Continente'. Este triunfo é inteiramente merecido, uma vez que a formação orientada por Luís Aragonés foi melhor que todos os antagonistas com os quais mediu forças durante a prova e não sofreu sequer qualquer desaire. O troféu ficou, sem dúvida, bem entregue - algo que não aconteceu em 2004, onde o anti-futebol da Grécia prevaleceu.

Perto de completar 70 anos de idade (a 28 de Julho), Luís Aragonés atingiu o ponto mais alto da sua carreira. Para o treinador mais idoso a vencer um Campeonato da Europa, agora vitoriado graças ao sucesso, o sabor desta conquista é ainda maior. O treinador campeão europeu foi, nos últimos meses, alvo de críticas constantes de 'nuestros hermanos' nos mais diversos aspectos, mas sobretudo pelo facto de ter deixado Raul em casa. O certo é que a Espanha não precisou de Raúl e, sinceramente, acho que o experiente jogador do Real Madrid não tinha 'pedal' para Villa, Torres e Guiza. Aragonés parte agora tranquilo, estado de espírito que poucas vezes sentiu na selecção espanhola, rumo ao Fenerbahçe, com o título europeu no bolso e o reconhecimento de uma nação ávida de conquistas durante anos a fio. A missão do técnico ficou, pois, mais que cumprida e muitos detractores tiveram que engolir em seco.

A Espanha manteve nesta competição a sua matriz de jogo habitual, baseada na técnica dos seus jogadores e na mentalidade ofensiva, embora com uma 'pequena grande' alteração. Sem deixar de lado a parte emotiva, os espanhóis utilizaram, desta feita, muito mais a parte racional. Ao contrário do que sucedeu em ocasiões anteriores, a Espanha foi uma equipa muito mais equilibrada do ponto de vista emocional. O confronto diante da Itália espelha isso mesmo: mais cabeça, menos coração. Os pupilos de Aragonés perceberam claramente que os jogos duram, pelo menos, 90 minutos e que não é imperioso resolvê-los em 45. A paciência também faz parte de um desafio de futebol...

As estatísticas nem sempre revelam com exactidão aquilo que é e vale uma equipa. Mas, neste caso, penso que estes dados atestam bem da qualidade e do estilo de jogo da equipa espanhola: maiores valores médios nos remates efectuados e na posse de bola e menores no número de remates consentidos. Está encontrada a simples resposta para o facto de a Espanha marcar tantos golos e sofrer tão poucos: a elevada percentagem de posse de bola. Com a bola nos seus pés, os habilidosos espanhóis não só poderiam criar mais lances ofensivos passíveis de finalização, como igualmente impediam que os opositores o conseguissem. E, quando o conseguiam, tinham pela frente Casillas, na minha opinião, o melhor guarda-redes da competição e da actualidade.



Estes são alguns factores que ajudam a explicar o motivo pelo qual a Espanha foi melhor. Mas há mais, mesmo exteriores à esfera do Euro'2008. O trabalho nos escalões de formação teve igualmente um papel importante nesta conquista espanhola. Se prestarmos atenção ao historial da selecção espanhola na formação na última década, nós, portugueses, 'roemos os dedos de inveja': 1 Campeonato e 1 Vice-Campeonato Mundial sub-20, 4 Campeonatos da Europa de sub-19, 3 Campeonatos e 2 Vice-Campeonatos da Europa de sub-17. Realmente impressionante!

Da lista de 23 convocados por Aragonés para o Europeu, dez jogadores sabem o que é saborear um título com a camisola nacional - e neste caso falo somente no escalão júnior... Casillas, Marchena e Xavi foram campeões do Mundo de sub-20 (1999), Iniesta, Fernando Torres e Sérgio Garcia (2002), Sérgio Ramos, David Silva, Raúl Albiol e De la Red (2004) sagraram-se campeões europeus de sub-19.

"De pequenino se torce o pepino", costuma dizer-se na gíria. Fazendo a tradução desta expressão popular para o 'futebolês', deve dizer-se "os jogadores devem estar habituados a ganhar desde cedo". É isso que acontece actualmente em Espanha, onde os futebolistas adquirem hábitos de conquista com a camisola do país desde tenra idade. O espírito ganhador e a crença na equipa devem ser incutidos aos atletas nos escalões de formação de uma selecção nacional com ambições elevadas. Os frutos serão colhidos mais tarde. Ninguém tenha dúvidas que é mais fácil ganhar quando se tem esse espírito no 'sangue'. Transformar perdedores em campeões é muito mais complicado!

Por fim, quero apenas frisar que esta Espanha é uma selecção promissora. Do lote presente no Europeu, 15 jogadores chegarão ao Mundial'2010 ainda na 'casa' dos 20 anos (Casillas, Reina, Sérgio Ramos, Albiol, Navarro, Arbeloa, Iniesta, Fabregas, Cazorla, Xabi Alonso, De la Red, David Villa, Fernando Torres, Sérgio Garcia e David Silva) e três terão 30 anos certinhos (Marchena, Xavi e Guiza). A vitória no Europeu pode ser apenas o primeiro êxito de uma brilhante geração de futebolistas do país vizinho. O futuro encarregar-se-á de responder...

Foto: Hugo Santos

Nota: Este texto foi publicado na minha crónica semanal no blog "fintaeremata.com". Entretanto, vou estar uns dias ausente da escrita, regressando no fim-de-semana. Abraço a todos os visitantes.

domingo, 29 de junho de 2008

Euro'2008: Espanha é campeã europeia

A selecção espanhola é a nova detentora do título máximo do futebol europeu, tendo derrotado a Alemanha, na final, por 1-0.
Num jogo claramente dominado por 'nuestros hermanos', Fernando Torres foi o autor do tento que valeu a conquista do troféu que fugia à Espanha há 44 anos.
Os espanhóis terminaram a prova sem sofrer qualquer derrota, foram a equipa que apresentou o futebol mais compacto e acabam por ser uns justos vencedores.

Lista de vencedores dos Campeonatos da Europa:
1960 - U.R.S.S.
1964 - Espanha
1968 - Itália
1972 - R.F.A.
1976 - Checoslováquia
1980 - R.F.A.
1984 - França
1988 - Holanda
1992 - Dinamarca
1996 - Alemanha
2000 - França
2004 - Grécia
2008 - Espanha

Títulos em resumo:
ALEMANHA
- 3 (2 sob R.F.A.)
França e Espanha - 2
U.R.S.S., Itália, Checoslováquia, Holanda, Dinamarca e Grécia - 1


Nota: Amanhã não perca uma análise mais detalhada ao sucesso espanhol

Futsal: Benfica bi-campeão

O clube da Luz sagrou-se campeão nacional de futsal pelo segundo ano consecutivo e pela quarta vez no seu historial, após bater o Belenenses, por 4-2, após prolongamento.

Depois de no Restelo o emblema da 'Cruz de Cristo' ter vencido por 4-3 e de ontem o Benfica ter goleado por 6-0, 'encarnados' e 'azuis' decidiam, este domingo, quem seria o vencedor da prova. A sorte acabou por sorrir aos benfiquistas, que, ainda assim, tiveram que sofrer para saborear a conquista do ceptro, num espectáculo de boa qualidade e recheado de emoção.

Depois de uma primeira parte sem golos, o Benfica colocou-se na dianteira por Arnaldo, aos 31 minutos. Tudo parecia indicar que o resultado da 'negra' iria ser idêntico ao da época passada (1-0), mas, a cerca de três minutos do fim, Jardel igualou para o Belenenses, levando o embate para prolongamento.

No tempo-extra 'choveram' golos. As 'águias' ganharam vantagem através de Ricardinho, já na parte final da primeira parte. Porém, os 'azuis' não desarmaram e, no começo do segundo período, Jardel voltou a restabelecer a igualdade. No entanto, quase de imediato, Arnaldo colocaria novamente o Benfica em situação de vantagem, reforçada a dois minutos do final por César Paulo.

Foto: Hugo Manita

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Euro'2008: Super-Espanha alcança final


A formação do país de 'nuestros hermanos' repetiu o triunfo sobre a Rússia na fase de grupos, desta feita por 3-0, e garantiu um lugar na final do Europeu, algo que não acontecia há 24 anos.
Depois da estrondosa vitória ante os holandeses, os russos ficaram muito aquém das expectativas na meia-final. Arshavin, Pavlyuchenko e Zhirkov foram presas fáceis para um bem organizado conjunto espanhol e, praticamente, nunca conseguiram incomodar Casillas.

A primeira metade foi mais calma do que o esparado. O domínio de jogo foi repartido, apesar de algum ascendente da Espanha, mas sem verdadeiras situações de perigo junto das balizas.

Porém, tudo mudou no segundo tempo. Xavi, bem assistido pelo seu colega Iniesta, também do Barcelona, deu vantagem aos espanhóis. A partir daí, o jogo alterou-se por completo, ganhado um sentido único: a baliza de Akinfeev.

As oportunidades surgiram com maior frequência e, de forma natural, o marcador foi-se avolumando. Guiza (73') e David Silva (82') fizeram o 'gosto ao pé', fixando o resultado final em 3-0.

Os números são esclarecedores quanto à justiça do vencedor e a Espanha acaba igualmente por ser uma justa finalista, atendendo a toda a campanha efectuada na prova. É de salientar que a formação orientada por Luís Aragonés atinge o derradeiro jogo da competição sem ter registado qualquer derrota.

Foto: Hugo Santos

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Euro'2008: Vitória da eficácia alemã

A Alemanha é a primeira equipa a garantir a presença na final do Campeonato da Europa de 2008, após bater a Turquia, por 3-2.

Os turcos entravam nesta partida bastante enfraquecidos, uma vez que tinham nove baixas, entra as quais Nihat, Tuncay, Volkan. No entanto, a formação comandada por Terim entrou bastante bem no jogo. Aos 22 minutos, Boral deu vantagem à Turquia, já depois de Kazim ter acertado na trave da baliza germânica, dez minutos antes.

A superioridade turca no marcador seria, porém, sol de pouca dura. Quatro minutos após o tento inaugural, na primeira investida alemã à baliza turca, Schweinsteger restabeleceu a igualdade, a passe de Podolski.

Até ao intervalo, a Turquia esteve sempre por cima na partida e poderia ter ido para o período de descanso em vantagem. No final do primeiro tempo, a estatística dos remates revelava bem a tendência da partida: 15 remates turcos contra três dos alemães. Da 'estrela' maior da Alemanha, Ballack, nem sinal...

Na etapa complementar, o desgaste físico da equipa de Terim fez-se sentir e o seu futebol perdeu fulgor. Mas isso não significou pressão germânica. Aliás, os pupilos de Low só inverteram o marcador devido a um erro de Rustu, que saiu de forma precipitada a um cruzamento, deixando-se antecipar por Klose, aos 79 minutos.

Todavia, estavam longe de estar fechadas as contas da partida. Aos 86 minutos, Semih Senturk, uma das revelações deste Euro, restabeleceu a igualdade e a possibilidade de prolongamento ficou a pairar no ar. No entanto, tal não viria a acontecer. Já em período de descontos, o lateral-esquerdo Lahm subiu no terreno, tabelou com um companheiro e fez o 3-2 para a 'Mannschaft', apurando-a para a sexta final da sua história.

Em suma, foi a vitória do conjunto mais eficaz, perante uma Turquia que, mesmo limitada, realizou uma excelente partida e merece um aplauso pela prestação evidenciada no certame.

Foto: Hugo Santos

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Opinião: O 'traidor' Hiddink e o futebol da moda

Há alguns treinadores que só são bons em equipas de topo. Há outros treinadores que apenas obtêm sucesso em formações de menor dimensão. Por fim, há um lote reduzido de treinadores que atingem os objectivos propostos em qualquer conjunto. São, estes últimos, os verdadeiros mestres do futebol. Nesse quadro incluo, sem qualquer dúvida, Guus Hiddink, o técnico da Rússia, a mais espectacular equipa deste Europeu.



O homem que deu o único título europeu ao PSV Eindhoven, à custa do Benfica, em 1988, e a Taça Intercontinental ao Real Madrid, em 1998, apesar da curta estadia no Santiago Bernabeu, volta a fazer furor ao comando de uma selecção.

Nos últimos três Mundiais, Hiddink conseguiu dois quartos lugares, com a Holanda (1998) e com a Coreia do Sul (2002) e cometeu ainda a proeza de apurar a Austrália, 32 anos depois, levando os 'cangurus' aos oitavos-de-final do Mundial 2006, onde apenas baquearam ante a Itália, que viria a sagrar-se campeã, através de um 'penalty' inexistente nos descontos.

Como se vê, para este holandês os resultados aparecem praticamente sempre, mesmo sem ter 'Maradonas' ao seu dispor. O trabalho mental e táctico que desenvolve, permite a Hiddink transformar um conjunto menor, num grupo capaz de fazer suar, e até levar vencidas, algumas potências do futebol. Espanha e Itália, por exemplo, já sentiram na pele, a organização e a estratégia do holandês.

O espírito aventureiro deste 'globetrotter' do futebol levou-o a ter a Rússia como derradeiro destino. Tradicionalmente composta por jogadores de boa qualidade, a selecção deste país do Leste andava nas 'ruas da amargura'. Depois do desmembramento da União Soviética, a Rússia nunca conseguiu atingir uma segunda fase de uma grande competição internacional. Nos Mundiais de 1994 e 2002, os russos ficaram pela fase de grupos, não marcando sequer presença nos Campeonatos do Mundo de 1998 e 2006. Já em Europeus, não conseguiram a qualificação em 2000 e não foram além da fase de grupos em 1996 e 2004.

Tendo em conta os resultados recentes desta selecção, a tarefa não iria ser fácil para Hiddink. Nada que o assustasse, uma vez que também não havia encontrado facilidades na Coreia e na Austrália. Ainda assim, desta feita, o técnico holandês tinha uma enorme vantagem em relação às experiências anteriores em selecções estrangeiras: os recursos, humanos e materiais, à sua disposição eram consideravelmente de maior qualidade.

O futebol russo vive actualmente a sua melhor fase. Financeiramente, o campeonato da Rússia apresenta, ao contrário de outras ligas com maior reconhecimento internacional, grande fulgor. Essa disponibilidade financeira permitiu criar melhores condições de trabalho, manter os melhores jogadores no país - dos 23 convocados para o Europeu, apenas Saenko actua no estrangeiro - e trazer jogadores estrangeiros de qualidade - caso de alguns internacionais brasileiros como Vágner Love ou Daniel Carvalho, do CSKA de Moscovo, e até mesmo de alguns internacionais portugueses como Jorge Ribeiro, Maniche e Costinha, que passaram de forma fugaz pelo Dínamo de Moscovo - que ajudariam ao crescimento dos atletas e do próprio futebol russo.

Os primeiros sinais de sucesso aconteceram com a conquista da Taça UEFA pelo CSKA de Moscovo, em 2005, no Estádio de Alvalade, frente ao Sporting. Para muitos esse foi considerado um êxito isolado, mas, volvidos três anos, o Zenit provou que não. A equipa de São Petersburgo venceu, 'sem espinhas', a segunda mais importante prova europeia de clubes, destronando equipas como Villarreal, Marselha, Bayer Leverkusen, Bayern de Munique e Glasgow Rangers. O Zenit ganhou a admiração dos adeptos do 'Velho Continente' e, curiosamente, tem ao leme Dick Advocaat, também oriundo do 'país das tulipas'.

Num futebol com um enorme potencial, recheado de jovens talentos e em ascensão no panorama internacional, Hiddink tinha como meta criar uma equipa e conduzi-la ao Europeu, num grupo onde Croácia e Inglaterra eram adversários de peso. E não facilitou: com mérito, e também alguma sorte à mistura, os russos conseguiram o segundo lugar do agrupamento e deixaram os ingleses a ver o Euro pela televisão.

Nesta caminhada que ainda dura, o treinador holandês definiu o 4-1-4-1 como esquema de jogo, assente num modelo que privilegiava a posse de bola, a mobilidade colectiva, a rapidez na transição de processos ofensivos-defensivos (velocidade na procura de espaços ofensivos e no preenchimento dos espaços defensivos) e na elevada capacidade técnica individual dos jogadores.

Fazendo uso dos princípios atrás mencionados, a Rússia tem encantado neste Europeu. A derrota inicial com a Espanha, por números exagerados, não esmoreceu a equipa, que partiu para três vitórias consecutivas, rumo, para já, às meias-finais. Até a tão propalada 'laranja mecânica' da Holanda sucumbiu às garras do 'traidor' compatriota. A qualidade do seu jogo e a sua mentalidade ofensiva (equipa mais rematadora da prova e que dispôs de mais cantos) constituem pontos de atracção para qualquer aficionado da modalidade.

A Rússia de Hiddink é muito mais que um conjunto repleto de individualidades como Akinfeev, Zhirkov, Semak, Arshavin ou Pavlyuchenko, entre outros; ultrapassa a soma de valores individuais; é uma verdadeira equipa e que, sinceramente confesso, me dá prazer ao ver jogar como há muito não sentia. Após a má surpresa grega em 2004, torço agora por esta agradável surpresa russa, que tem, indiscutivelmente, o futebol da moda neste Europeu!

Para finalizar, deixo apenas uma questão no ar: Será que Hiddink falava coreano ou russo quando assinou pelas respectivas federações? Para bom entendedor...

Foto: Hugo Santos

Nota: Este texto foi utilizado na minha crónica semanal no blog "fintaeremata.com"

sábado, 21 de junho de 2008

Futsal: Belenenses mais perto do título

Os 'azuis' venceram o Benfica (4-3) no primeiro jogo da final do 'playoff', ficando agora a uma vitória do título.
A etapa inicial do desafio foi demasiado táctica, não espantando que se chegasse ao intervalo com um nulo.
Na segunda metade, os 'encarnados' ganharam vantagem logo no início, através de Ricardinho. No entanto, a resposta do Belenenses não tardou. E que a reacção tiveram os pupilos de Alípio Matos, que, em dois minutos, viraram o marcador para 3-1, com golos de Jardel, Marcelinho e Diego.
A dez minutos do final, César Paulo reduziu para as 'águias' e relançou a emoção na partida. A equipa de Beto Aranha ainda esteve perto da igualdade, mas seria novamente Marcelinho a estar em evidência. O brasileiro do clube da 'Cruz de Cristo' fez o 4-2, a dois minutos do termo, e arrumou a questão. César Paulo voltou a marcar na derradeira jogada da partida, fixando o resultado final em 4-3 para o Belenenses.
O segundo jogo do 'playoff' realizar-se-á no Pavilhão da Luz, dia 28 (próximo sábado). Se o Benfica vencer, haverá necessidade de recorrer-se a um terceiro encontro, também no recinto 'encarnado'; em caso de vitória do conjunto do Restelo, este sagra-se imediatamente campeão nacional.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Opinião: Farto dos 'quase'...

Em primeiro lugar, tenho que confessar que hoje não estou com grande espírito para escrever muito. Para ser sincero, estou realmente lixado, perdoem-me o termo, com a derrota desta noite.
"No futebol são onze contra onze e no final ganha a Alemanha". Esta antiga máxima germânica voltou a aplicar-se nos quartos-de-final do Euro'2008.
Resumidamente aqui deixo as minhas explicações para o desaire (2-3) ante os alemães:
1. Falta de eficácia na concretização.
Em jogos deste nível, não se podem desperdiçar oportunidades. Portugal poderia ter-se colocado em vantagem e não o conseguiu. Falhanços como o de João Moutinho pagam-se caro. A Alemanha foi 'lá' e não perdoou.
2. Falha de concentração.
Era sabido por todos que os alemães são fortes em lances de bola parada. Eram igualmente conhecidas as limitações nacionais a defender em situações de futebol aéreo e cruzamentos para a área. Perante isto, a concentração era imperiosa. Foi, precisamente, o contrário que aconteceu: desconcentração e falhas de marcação.
3. Treinador estático.
Há quem aplauda Scolari pelo seu trabalho à frente da Selecção Nacional. Eu sou um daqueles que, acima de tudo, aplaude a sua saída. A perder 2-0 não arriscou nada. A perder 3-1 quase não arriscou e, quando o fez, foi tarde...
4. Faltou um guarda-redes à altura.
Ricardo voltou a não estar à altura do nível exigido a uma equipa que ambiciona lutar por grandes objectivos.
5. Onde esteve o melhor do mundo?
Quando assisti à conferência de imprensa de Cristiano Ronaldo e Petit, há dois dias, fiquei receoso. A boa disposição e a confiança excessiva não me auguravam nada de bom. Não basta dizer, há que fazer... E o certo é que Cristiano Ronaldo, que para mim é mesmo o melhor, não apareceu quando a Selecção Nacional mais necessitava dele. Uma desilusão...
Posto isto, devo dizer que estou farto dos 'quase'... Estou farto de vitória morais e de desculpas esfarrapadas (como a da falta no terceiro golo alemão). O que eu quero mesmo é ganhar. E ainda não foi desta...

Fotos: Hugo Santos

terça-feira, 17 de junho de 2008

História: Portugal com saldo positivo ante os alemães nos Europeus

Data de há dois anos o último duelo entre lusos e germânicos. No jogo de atribuição do terceiro lugar do Mundial 2006, a Alemanha, formação anfitriã da prova, bateu a Selecção Nacional, por 3-1. No entanto, em jogos referentes a fases finais de Campeonatos da Europa a história é bem mais favorável as cores nacionais.

Aqui ficam os dois duelos lusos-germânicos em Europeus:

EURO'84 (FRANÇA) - 14 de Junho de 1984, em Estrasburgo

PORTUGAL - R.F.A., 0-0
Foi diante dos germânicos, no caso a República Federal da Alemanha (na altura o país estava dividido em República Federal e República Democrática), que Portugal fez a sua estreia em fases finais de Europeus.
Perante o vice-campeão mundial, os 'patrícios' obtiveram um empate saboroso no início de uma bela campanha no território gaulês. Num jogo de oportunidades repartidas, não se registaram golos.
A 'equipa das quinas', orientada por quatro treinadores (Toni, José Augusto, Fernando Cabrita e António Morais, alinhou da seguinte forma: Bento; João Pinto, António Lima Pereira, Eurico Gomes e Álvaro Magalhães; Jaime Pacheco, Carlos Manuel, Frasco (Veloso, 79'), António Sousa e Chalana; Jordão (Fernando Gomes, 85').
Por sua vez, os germânicos apresentavam nomes como Schumacher, Stielike, Brehme, Rummenigge, Voller e o jovem Matthaus.

EURO'2000 (BÉLGICA E HOLANDA) - 20 de Junho de 2000, em Roterdão (Hol.)
PORTUGAL - ALEMANHA, 3-0
Com a qualificação e o primeiro lugar do grupo assegurado, Humberto Coelho apresentou um conjunto recheado de suplentes - apenas Jorge Costa e Fernando Couto se mantiveram na equipa e até o terceiro guarda-redes, Quim, foi utilizado -, perante um adversário desesperado em alcançar uma vitória para transitar para os 'quartos-de-final'. Não obstante as poupanças, Portugal escreveu uma das mais belas páginas da sua história, ao golear por 3-0.
Este terá sido, aliás, o jogo mais marcante da carreira de Sérgio Conceição. O extremo luso fez um 'hat-trick' a Oliver Kahn.
A Selecção Nacional actou da seguinte forma: Pedro Espinha (Quim, 90'); Beto, Fernando Couto, Jorge Costa e Rui Jorge; Paulo Sousa (Vidigal, 72'), Costinha, Sérgio Conceição e Capucho; Sá Pinto e Pauleta (Nuno Gomes, 67').

Fotos: Hugo Santos

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Euro'2008: Portugal termina grupos com derrota

Dois golos sem resposta, da autoria de Hakan Yakin, ditaram a derrota portuguesa frente à Suíça, na única vitória helvética na prova.
Com a qualificação e o primeiro lugar no agrupamento garantidos, Scolari apresentou uma equipa diferente, recorrendo aos habituais suplentes. Ao todo, 'Felipão' introduziu oito mudanças em relação ao confronto com os checos, mantendo apenas no 'onze' Ricardo, Pepe e Paulo Ferreira.
Num jogo sem qualquer interesse para as contas finais, Portugal fez uma primeira parte razoável e poderia, em mais de uma ocasião, ter chegado ao golo. Pepe (bola defendida para a trave) e Hélder Postiga estiveram perto de abrir o activo. A 'equipa das quinas' revelou dificuldades na concretização e pode também queixar-se da arbitragem, que não assinalou uma grande penalidade por falta clara sobre Nani e anulou mal um golo limpo a Hélder Postiga.
Por sua vez, do lado suíço também houve perigo. Os helvéticos obrigaram Ricardo a duas intervenções de vulto no primeiro tempo.
Logo no início do segundo tempo, Nani surgiu isolado na cara do guardião adversário e acertou no poste. Depois, Portugal foi adormecendo e a Suíça foi acreditando que se poderia despedir condignamente, com um triunfo no Europeu. Hakan Yakin apareceu então em jogo e fez os dois tentos helvéticos, o segundo de 'penalty'.
No outro enocntro do grupo, a Turquia bateu a República Checa, por 3-2. A perder por 2-0 aos 75 minutos, os turcos não se deram por vencidos e partiram para uma reviravolta historica. Assim sendo, a Turquia garantiu o segundo posto no grupo A e até já tem adversário definido nos quartos-de-final: a Croácia.

Breve apreciação aos jogadores portugueses:
Na baliza, Ricardo esteve muito bem entre os postes, mas sentiu dificuldades nas bolas aéreas. No sector defensivo, Pepe foi a unidade em destaque, realizando uma boa partida. Paulo Ferreira saiu amarelados aos 40 minutos e pode dar-se por satisfeito em não ter sido expulso devido a entrada dura sobre Behrami. Quanto aos suplentes, nenhum satisfez: Miguel está em crise de confiança evidente; Bruno Alves esteve desconcentrado e Jorge Ribeiro entrou mal no jogo, errando muitos passes.
No meio-campo foi notória a falta de criatividade habitual, com três opções defensivas, o que prejudicou todos os elementos do sector. Fernando Meira rende indiscutivelmente mais a central do que a 'trinco' e foi ele que cometeu a grande penalidade no segundo golo suíço. Raul Meireles esteve apagado e Miguel Veloso sentiu dificuldades pelo facto de jogar mais adiantado que o habitual. João Moutinho entrou nos últimos vinte minutos e ainda deu um pequeno ar da sua graça, pena foi ter sido por tão pouco tempo.
No ataque, Quaresma foi uma autêntica desilusão e perdeu claramente a corrida com Nani, no que à terceira opção para extremo diz respeito. O jogador do Manchester United esteve em todos os lances de perigo da equipa nacional, sendo claramente a melhor unidade portuguesa. Hélder Postiga movimentou-se bem, mas foi bastante perdulário na concretização. Hugo Almeida entrou tarde e mal se viu...

Fotos: Hugo Santos

sábado, 14 de junho de 2008

Futebol de formação: Campeões nacionais já são conhecidos

Os três títulos do futebol jovem nacional, juniores, juvenis e iniciados ficaram, esta temporada, em Lisboa, com o Sporting em destaque.
No escalão mais próximo dos seniores, o emblema de Alvalade sagrou-se campeão nacional, sucedendo ao Porto. Depois do triunfo em 2006, os 'leões' voltaram às conquistas nesta categoria, naquele que é o seu 13.º troféu nos juniores.
Nos juvenis, o título também ficou em Lisboa, mas no outro lado da Segunda Circular. O Benfica arrebatou o ceptro, que lhe fugia desde 2001, sucedendo ao 'eterno rival' como campeão nacional pela 14.ª vez.
No escalão etário mais baixo, os iniciados, o título ficou em Alvalade, tal como em 2006. Depois da vitória do Porto na pretérita temporada, o Sporting foi o vencedor desta época, atingindo a dezena de conquistas nesta categoria.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Euro'2008: Portugal vence jogo e grupo

Foi uma jornada em cheio para a Selecção Nacional, que bateu a República Checa (3-1) e viu a Turquia derrotar a Suíça (2-1). Com estes resultados, a 'equipa das quinas' garantiu a qualificação para os quartos-de-final e o primeiro posto no Grupo A.
No jogo com os checos, a formação de Scolari voltou a vencer de forma sofrida, mas inteiramente merecida.
Portugal entrou bem no jogo e adiantou-se cedo no marcador, logo aos oito minutos. Num lance entre Deco, Cristiano Ronaldo e Nuno Gomes, a bola sobrou para o luso-brasileiro, que ultrapassou Cech e inaugurou o marcador.
No entanto, os checos não se deram por vencidos e empataram nove minutos depois. Após a cobrança de um canto na direita, Sionko apareceu solto na área e cabeceou para o fundo das redes de Ricardo.
A República Checa, que alinhou com Baros no lugar do gigante Koller, recuou e voltou aos sistema inicial, apostando na coesão defensiva e nas saídas rápidas para o contra-ataque. Até final do primeiro tempo, Deco e Cristiano Ronaldo ainda ameaçaram as redes contrárias, mas sem qualquer resultado.
Na etapa complementar a tendência de jogo manteve-se. Nuno Gomes e Simão voltaram a criar perigo para as redes de Cech, mas, pelo meio, Ujfalusi também esteve perto de dar vantagem aos checos. Até que, aos 63 minutos, Deco assistiu brilhantemente Cristiano Ronaldo, e este fez o 2-1.
Karel Bruckner lançou então Koller e os portugueses passaram por alguns calafrios no sector defensivo, revelando dificuldades com os cruzamentos para a grande área. No entanto, Portugal resistiu à 'praga' checa e ainda ampliou a vantagem. Quaresma e Cristiano Ronaldo surgiram isolados em frente a Cech e o madeirense assistiu o 'Harry Potter' para o 3-1 final.

Apreciação individual aos 'tugas':

RICARDO
Sofreu um golo sem que lhe possam ser imputada qualquer responsabilidade no lance e ainda evitou, com uma grande defesa, que Sionko fizesse o empate. No entanto, revelou sentir enormes problemas nas saídas dos postes.

BOSINGWA
Decaiu de produção em relaçção ao jogo frente à Turquia, sobretudo no primeiro tempo. Não foi acutilante nas acções ofensivas e mostrou-se pouco seguro a defender. Na etapa complementar, o seu rendimento subiu bastante a acabou em bom plano.

PEPE

Excelente na antecipação aos dianteiros contrários, o luso-brasileiro voltou a mostrar que as suas subidas podem ser importantes para criar desequilíbrios nas defesas contrárias, tal como no jogo com a Turquia. Contudo, facilitou em alguns lances pelo ar na área nacional.

RICARDO CARVALHO
Em primeiro lugar, confesso que sou um grande admirador deste jogador, para mim o melhor central do mundo. Neste jogo, porém, sem fazer um mau jogo, Ricardo Carvalho esteve uns furos abaixo do habitual.

PAULO FERREIRA
Cumpriu o seu papel, não permitindo grandes penetrações pelo lado esquerdo da defesa portuguesa. Foi menos comedido do que no encontro anterior, aparecendo mais vezes no apoio ao ataque. E até tirou bons cruzamentos com o pé esquerdo.

PETIT
Não entrou bem na partida, falhando muitos passes e ficando associado ao golo checo, permitindo a Sionko cabecear solto na área. No entanto, tal como todo o conjunto foi crescendo com o passar do tempo, voltando a ser importante 'tampão' defensivo.

JOÃO MOUTINHO

Foi o jogador português cujo rendimento mais decaiu do primeiro jogo para este. Teve grandes dificuldades em impor o seu futebol, em especial devido ao maior poderio físico dos adversários. Todavia, como é seu timbre, foi sempre um elemento voluntarioso e lutador. Saiu aos 75 minutos.

DECO

A UEFA atribuiu o prémio de melhor em campo a Cristiano Ronaldo. Contudo, em meu entender, o 'mágico' era merecedor dessa distinção. Deco jogou e fez jogar, de forma constante ao longo da partida. 'Rasgou', com passes teleguiados, por diversas vezes o sector mais recuado dos checos e foi igualmente importante no auxílio defensivo. Depois, marcou o primeiro golo, fez assistência magnífica no segundo e teve papel importante no terceiro. Nota cinco...

SIMÃO

Na primeira parte actuou na direita e esteve bastante desaparecido da partida. Trocou de flanco na segunda metade e apareceu mais em jogo, criando uma soberana ocasião para marcar, negada por Cech, curiosamente pelo lado direito. Importante em termos tácticos, pela forma como preenche os espaços e permite as subidas dos laterais.

CRISTIANO RONALDO
Esteve nos três golos lusitanos: no primeiro participou; no segundo marcou e no terceiro assistiu. Acabou por ser uma das figuras da partida, embora não evidenciando a mesma regularidade exibicional de Deco. Marcado de forma cerrada pelos checos, Ronaldo permite abrir espaços para os companheiros de forma sistemática.

NUNO GOMES
A sorte não está com o dianteiro português. Voltou a não marcar, mas esteve perto de o fazer por duas vezes. Trabalhou bastante e teve nova acção decisiva no abrir da contagem, com mais um passe de 'morte'.

FERNANDO MEIRA

A sua entrada em campo serviu como resposta de Scolari à entrada de Koller, dando mais centímetros à defesa lusa. Cumpriu o que lhe foi pedido.

HUGO ALMEIDA

Onze minutos em campo, no lugar de Nuno Gomes. Nada fez de relevante e, com Portugal em vantagem, penso que se justificaria mais a entrada de Hélder Postiga.

QUARESMA

Os portistas parecem estar talhados para 'matar' os jogos. Depois de Raul Meireles, o 'Mustang' entrou e dissipou todas as dúvidas em relação à vitória portuguesa. Não se poderia pedir mais... Este golo pode constituir importante tónico de motivação para um suplente de luxo e que poderá ser muito útil.

Fotos: Hugo Santos

segunda-feira, 9 de junho de 2008

História: República Checa não traz boas recordações

Portugueses e checos encontraram-se por uma vez em fases finais de Europeus e a Selecção Nacional não guarda uma memória positiva desse confronto, pois saiu derrotada.

EURO'96 (Inglaterra) - 23 de Junho de 1996
PORTUGAL - REPÚBLICA CHECA, 0-1
Foi no Villa Park (Birmigham), estádio do Aston Villa, que lusos e checos se encontraram nos quartos-de-final do Campeoanto da Europa de 1996.
Portugal tinha vencido o Grupo D, do qual faziam também faziam parte a Croácia, a Dinamarca e a Turquia, e tinha pela frente a República Checa, segunda classificada do Grupo C. A equipa checa estava a ser uma das grandes sensações da prova, pois havia derrotado a Itália na fase de grupos, num agrupamento que incluía ainda a Alemanha e a Rússia.
A boa campanha lusitana criou um clima de euforia à volta da Selecção Nacional, mas que terminaria em desilusão. A República Checa concedeu a iniciativa de jogo aos portugueses, apostando no contra-ataque. Os pupilos de António Oliveira foram incapazes de furar a bem organizada defensiva contrária e no início do segundo tempo foram surpreendidos por um soberbo golo de Poborsky. O extremo-direito, que seria contratado de imediato pelo Manchester United e mais tarde passaria pelo Benfica, viu Vítor Baía adiantado e com um magnífico chapéu fez o tento que sentenciou a partida. Este seria, aliás, um dos mais bonitos tentos da história dos Europeus.
Como curiosidade, aqui ficam os nomes dos jogadores utilizados por António Oliveira nesse embate: Vítor Baía; Secretário, Fernando Couto, Hélder e Dimas; Oceano (Folha, 65'), Paulo Sousa e Rui Costa; Figo (Cadete, 82'), João Pinto e Sá Pinto (Domingos, 46').

Foto: Hugo Santos

Futsal: Benfica e Belenenses mais perto da final

'Encarnados' e azuis estão mais perto da derradeira fase do Campeonato Nacional, depois dos triunfos obtidos fora, diante de Sporting e Freixieiro, respectivamente.
Em Loures, o Benfica bateu o 'eterno rival', por 6-4, num jogo quase sempre controlado pelos pupilos de Beto Aranha, que revelaram igualmente grande eficácia na concretização. Ricardinho, Arnaldo, César Paulo (2), Gonçalo e André Lima marcaram pelas 'águias', enquanto Nenê, Alex (2) e Café foram os autores dos tentos leoninos.
No segundo jogo da primeira-mão das meias-finais, o Belenenses arrancou uma vitória a ferros no 'Choradinho'. Num desafio equilibrado e emocionante, qualquer uma das equipas poderia ter chegado ao triunfo. Depois de uma igualdade a cinco golos no tempo regulamentar, foi necessário jogar-se um prolongamento. Contudo, o tempo-extra não foi suficiente para desempatar o prélio, registando-se mais um tento para cada lado. Assim sendo, o embate foi decidido nas grandes penalidades. Aí, os 'azuis' foram mais felizes e venceram por 3-2.
Com estes desfechos, Benfica e Belenenses estão a uma vitória de carimbar a presença na final. Ambos os conjuntos actuam em casa na segunda-mão e jogam um eventual terceiro jogo também no seu reduto.

Foto: Hugo Manita

sábado, 7 de junho de 2008

Euro'2008: Portugal estreia-se com vitória

A Turquia revelou-se novamente um adversário talismã para as cores nacionais. Portugal venceu (2-0) e convenceu no seu primeiro jogo no Campeonato da Europa.
Não obstante ter controlado praticamente todo o jogo, a Selecção Nacional não conseguiu criar grande perigo durante a primeira meia-hora. A excepção aconteceu num lance em que Pepe acertou na baliza turca, aos 16 minutos, mas viu o golo ser-lhe anulado por fora de jogo.
A partir da meia-hora, os lusos superiorizaram-se categoricamente, encostando a Turquia 'às cordas', e estiveram perto de marcar antes do intervalo. Ronaldo (remate ao poste na cobrança de um livre) e João Moutinho poderiam ter dado vantagem a Portugal antes do descanso.
Se a etapa inicial terminou com os portugueses em cima do adversário, a segunda metade começou da mesma forma. Nuno Gomes, bastante azarado, acertou no poste da baliza de Volkan logo nos minutos iniciais. A Selecção Nacional carregava e viria a ser premiada aos 61 minutos. Pepe subiu no terreno, tabelou com Nuno Gomes, e na cara do guardião turco abriu a contagem.
Quatro minutos depois, Nuno Gomes voltou a estar perto de festejar um tento. Após um cruzamento da esquerda de Cristiano Ronaldo, o ponta-de-lança cabeceou à trave da baliza de Volkan.
Com o passar dos minutos, os turcos foram subindo no terreno em busca da igualdade. No entanto, Portugal mostrava-se consistente defensivamente e era mais perigoso em rápidos lances de transição. Foi na sequência de uma jogada de contra-ataque que, já em período de descontos, Raúl Meireles - que havia substituído Simão - fez o 2-0, depois de um espectacular trabalho de João Moutinho.
Com este resultado, a 'equipa das quinas' lidera o Grupo A, em parceria com a República Checa, que bateu a Suíça por 1-0, golo de Sverkos, aos 70 minutos.
'Estrelas' já se sabia que tínhamos e se dúvidas existiam em relação ao valor do conjunto, estão agora dissipadas: temos equipa!

Breve apreciação individual aos portugueses:


RICARDO
Não foi chamado a grandes intervenções e esteve quase sempre bem. Teve apenas uma falha, numa saída em falso a um cruzamento do lado esquerdo.

BOSINGWA
Grande actuação. Sempre impecável a defender, foi também um precioso auxílio no aspecto ofensivo enquanto o nulo se manteve.

PEPE
Para além de ter rubricado exibição segura na defesa, apontou o tento que abriu caminho à vitória da equipa. Parecia estar talhado para marcar neste jogo, pois já vira um golo ser-lhe invalidado.

RICARDO CARVALHO
Basta dizer que esteve ao seu nível: grande, como sempre!

PAULO FERREIRA
Esteve quase sempre certinho a defender. Era o que lhe era pedido...

PETIT
Raçudo e combativo, como é seu timbre, cumpriu o seu papel e ganhou várias bolas aos turcos.

JOÃO MOUTINHO
Não entrou muito bem na partida, mas foi subindo de produção. E que subida... Trabalhou muito defensiva e ofensivamente e a sua intervenção no segundo golo é notável!

DECO
Mostrou que Portugal pode contar com ele neste Europeu. Jogou e fez jogar,
evidenciando toda a capacidade técnica e visão de jogo que lhe são reconhecidas.

SIMÃO
Foi o jogador do sector atacante que entrou melhor na partida. Esteve em bom plano, mas com a troca de flanco, da esquerda para a direita, desapareceu um pouco do jogo. Substituído por Raúl Meireles aos 83 minutos.

CRISTIANO RONALDO
Não começou bem, mas foi subindo paulatinamente, sobretudo a partir do momento em que se encostou ao lado esquerdo. Atirou uma bola ao poste na cobrança de um livre, fez duas boas jogadas individuais e iniciou o lance do 2-0. Acabou a ponta-de-lança, após a saída de Nuno Gomes.

NUNO GOMES
Teve missão ingrata na primeira parte, pois o jogo quase não lhe chegou. Na segunda metade 'ganhou' o prémio de jogador azarado, ao acertar no poste e na trave. Merecia melhor sorte, mas acabou por ser ele a isolar Pepe para o primeiro golo. Saiu aos 68 minutos para dar lugar a Nani.

NANI
Não entrou bem na partida e ainda foi vítima de uma entrada dura de um turco. Apenas um lance de registo com uma boa iniciativa individual na zona frontal culminada com um remate fraco.

RAÚL MEIRELES
Jogou os últimos sete minutos para dar mais força ao meio-campo e acabou por fazer mais do que aquilo a que estava incumbido: fez o 2-0 e estreou-se a marcar pela Selecção.

FERNANDO MEIRA
Somente dois minutos em campo...

Fotos: Hugo Santos

quinta-feira, 5 de junho de 2008

História: Turquia, adversário talismã

Se há conjuntos que são autênticas 'bestas negras' para a Selecção Nacional - casos da Itália e da França -, outros revelam-se como oponentes de ouro. É o caso dos turcos.
A 'equipa das quinas' mediu forças com a Turquia por duas vezes em fases finais de Europeus, 1996 e 2000, saindo desses confrontos com um 'sorriso nos lábios'. Resta esperar agora que, no próximo sábado, prevalença o ditado que diz não 'existem duas sem três'...
Como curiosidade aqui ficam os embates anteriores dos lusos perante este antagonista:

EURO'96 (Inglaterra) - 14 Junho de 1996

PORTUGAL - TURQUIA, 1-0
O Campeonato da Europa de 1996 foi a primeira grande competição em que participou a chamada 'geração de ouro'. Da equipa portuguesa faziam parte nomes, alguns ainda jovens, que 'davam cartas' no futebol europeu, como Vítor Baía, Fernando Couto, Paulo Sousa, Figo, Rui Costa e João Pinto, entre outros. António Oliveira era o seleccionador.
Portugal encontrou a Turquia no segundo jogo da fase de grupos. Este desafio era fundamental para ambos os conjuntos, uma vez que nenhum deles havia vencido a partida inaugural. Os lusos haviam empatado com a Dinamarca, enquanto que que os turcos tinham sido derrotados pela Croácia.
Num prélio bastante complicado, os portugueses acabariam por concretizar o objectivo dao triunfo. Fernando Couto aproveitou um ressalto na área adversária para apontar, aos 66 minutos, o tento vitorioso.

EURO'2000 (Bélgica e Holanda) - 24 Junho de 2000

PORTUGAL - TURQUIA, 2-0
Humberto Coelho era o treinador de uma equipa recheada de talento e já com maior experiência do que a de 1996.
A Selecção Nacional estava em alta na competição, com três vitórias nos três jogos da fase de grupos (Inglaterra, Roménia e Alemanha). Nos quartos-de-final, Portugal cruzou-se com a Turquia, numa partida cheia de incidências.
Alpay foi expulso, à meia-hora, o que facilitou a missão lusa. À beira do intervalo, as emoções ficaram ao rubro. Primeiro, Nuno Gomes colocou a 'equipa das quinas' em vantagem, aos 44 minutos, após uma boa combinação entre Rui Costa e Figo. Logo de seguida, Vítor Baía brilhou a grande altura, ao defender uma grande penalidade de Arif.
Na fase inicial do segundo tempo, aos 56 minutos, Nuno Gomes bisou, com um cabeceamento perfeito, a concluir uma brilhante jogada de Figo.
Portugal carimbou, assim, justamente, a passagem às meias-finais da prova. Curiosamente, o marcador dos golos lusos é o único jogador ainda ao serviço da Selecção. Seria excelente vê-lo repetir a proeza...

Fotos: Hugo Santos

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Opinião: Porto em 'maus lençóis'?

Os 'dragões' foram castigados pela UEFA com um ano de ausência das provas europeias, neste caso da Liga dos Campeões. Esta sanção não é definitiva, uma vez que os portistas vão interpor recurso da decisão.
No entanto, caso não veja os seus argumentos serem reconhecidos, o Porto pode ver comprometido o sucesso dos últimos anos. A possível ausência da 'Champions' implicaria enormes prejuízos financeiros (perda do prémio de presença, diminuição das receitas televisivas e de bilheteira, etc...) e até desportivos. Os 'azuis-e-brancos' poderiam ver-se obrigados a vender, pelo menos, mais um dos seus jogadores de maior valia para equilibrar as contas. Jesualdo Ferreira pode, assim, ficar com o seu plantel enfraquecido, até porque a não participação na 'Champions' poderá fazer com que outros elementos sigam as pisadas de Paulo Assunção... Aí, então, o caso seria mais grave.
Para já, não há ainda certezas absolutas e resta esperar para ver o que vai acontecer. Todavia, o Porto corre o risco de ficar em muito 'maus lençóis'...